Sangue frio

18 jun

Te ver e não te querer é improvável, é impossível…  

Eu não costumo sair com caras que são do meu círculo social, menos ainda aqueles que eu tenho de ver toda semana por causa de uma obrigação em comum. Não sei se é uma preferência minha ou porque esse tipo de situação acontece poucas vezes.

Uma vez eu fiquei com um que fazia um curso comigo. A gente se xavecou um tempo e ele parou de ir às aulas. Quando saímos fazia um mês que não o via, e ele apenas continuou a não frequentar as aulas. Logo, não houve encontros embaraçosos.

Desta vez o encontro era meio inevitável. Nosso encontro semanal foi absolutamente normal, como se nada tivesse acontecido – o que é péssimo, já que na realidade aconteceu algo entre a gente. Tentei ser natural, mas temo que as atitudes tenham parecido forçadas – porque de fato foram.  Alguma coisa mudou? Ainda não sei, de diferente apenas um abraço quando você veio me cumprimentar.

É ruim não saber como devo agir se você não dá nenhuma pista do que está pensando. Tenho que me segurar: para não falar nada, para não demonstrar nada, para não fazer nada. Fico sem saber o que fazer, porque não sei o que vai acontecer depois. Foi só uma noite mesmo?

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