Quando você se importa

15 set

O gatinho viajou. A viagem já estava planejada havia dias, e eu sabia disso. Não foi a primeira vez que aconteceu, e não fiquei trancada em casa chorando as mágoas por isso nenhuma das vezes em que ele estava longe. Vou aproveitar e sair com os amigos, certo? Tenho muitas amigas que namoram e não saem de casa nem por decreto se o namorado viaja, porque eles não gostariam que elas saíssem. Sempre fui uma pessoa bastante festeira (e essas mesmas amigas costumam me repreender por isso), bastante solta, e não consigo partilhar desse pensamento delas. Ou, pelo menos, não conseguia até agora.

pensativa

Nunca me importei de sair cada um para um lado quando estava envolvida com caras que eu sabia que eram umas tranqueiras. Sabia que se eles não me chamavam para sair no final de semana era porque estavam planejando gandaiar com os amigos. Iam se divertir, encher a cara e pegar várias. Por que eu deveria ficar em casa? Peso na minha consciência em fazer o mesmo: ZERO.

Principalmente porque era o tipinho de chamar pra sair em dias aleatórios da semana em que ninguém sai: segunda, terça… mas nunca na sexta ou no sábado, dias de caçar, e não de ficar em casalzinho. Aliás, cada um ia pra um lugar e nem dizia aonde iria ou aonde tinha ido. Se acontecesse de irem ao mesmo local, legal, senão, foda-se.

Mas daí apareceu alguém diferente, que me fez até pensar sobre essa coisa de ser soltinha demais. No dia em que ele ia viajar tinha uma festa open bar, para a qual uma amiga havia me chamado. No começo fiquei na dúvida se ia ou não, afinal era um open bar. Meio pesado, e talvez até inapropriado para ir sozinha, mesmo querendo estar acompanhada, o que eu sabia que não ia ser possível. Comentei o fato com ele, ao que me respondeu: “vai, ué”. Exatamente como quem diz “aproveita que eu não vou estar aqui e se divirta com seus amigos”.

A gente sempre sabe onde o outro está, ou aonde foi. Não fiz nenhuma besteira (e nem ia fazer mesmo, longe de mim deixar tudo ir por água abaixo), então não tem motivo pra omitir a informação. Quero mais é que ele saiba para evitar surpresas desagradáveis. Se eu encontrasse algum amigo/a dele, e dissessem a ele depois que havia me visto, ele só responderia “eu sei que ela foi”. Respeito é essencial. E também acredito que dar satisfação seja importante para adquirir confiança.

Se ele estivesse na cidade eu convidaria para ir comigo, porque quero que ele me acompanhe, e acredito que ele fosse topar, como tem acontecido. E ele provavelmente chamaria alguns amigos também. O outro lado da moeda também é válido: quando eu não puder sair junto com ele e os amigos, quero mais é que ele vá.

Eu fui a essa tal festa open bar, como fui a outras festas também, só acho que essa ida teve um peso e um significado maiores. Eu me diverti, bebi, cantei, gritei, dancei. Mas parecia que faltava algo. Talvez seja por essa falta que as pessoas não saem quando estão desacompanhadas, conheço pouquíssimas que o fazem. Deve ser mais fácil dizer que o namorado/a não deixa, não gosta que saia sozinho/a, do que explicar que não tem vontade de sair sem ele/a junto. Só que aí os amigos ficam com raiva do namorado/a hahaha. Não sei se dá para a outra pessoa perceber, nesses pequenos detalhes, mas eu realmente me importo. 🙂

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4 Respostas to “Quando você se importa”

  1. Minha casa, minha lida 10 de outubro de 2013 às 13:46 #

    Ai, que delícia de texto! Já comentei que adoro o jeito que você escreve, né? A informação flui… é muito bom!
    Meu namorado e eu estamos juntos há 3 anos e dividimos o teto há 2. Menina, não vou à esquina sem ele. Sou extremamente dependente e não me importo de dizer o motivo: simplesmente amo a companhia dele! Como você disse, falta algo quando estamos longe.
    Como minha mãe mora em outra cidade, às vezes, vou visitá-la e ele fica em nossa casa. Saio com meus amigos, me divirto, dou risada, mas chega uma hora que a festa acaba pra mim – e sei que é porque o namorado não tá lá.
    Acho que o único problema disso é deixar de aproveitar outras companhias. Isso não pode. É ótimo sair com os amigos, ter relações de confiança, de compartilhamento e de segredos com as amigas, etc. Mas quando o coração aperta por conta própria, também é muito bom voltar pra casa um pouquinho mais cedo pra curtir o companheiro. Eu acho 🙂
    Um beijo!
    Mariana – Minha Casa, Minha Lida.

    • batomesalto 10 de outubro de 2013 às 18:35 #

      Nossa, obrigada! Fico feliz que tenha gostado e se identificado com as reflexões!
      Cada um precisa de um tempo e um espaço para si, né? Isso não os torna menos casal. Se existe confiança e respeito, que mal há, né?
      Beijo, flor!

  2. Roberta 23 de setembro de 2013 às 19:55 #

    Oii flor..
    depois se você puder “seguir” meu blog novamente..Fiz uma atualização e perdi todas as seguidoras 😦
    Conto com você!!

    beijinho
    http://www.makesobrerodas.com.br/

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