Contra a maré

14 ago

“- Você sonha com um belo futuro, mas um dia perceberá o quanto este mundo é corrupto e imundo. – Rainha Beryl, debochando da Princesa.
– Não! Eu acredito! – Sailor Moon, gritando.
– No amor? Na amizade? Na confiança entre as pessoas?
– Acredito. Acredito neste mundo que todas tentaram proteger.
– Tola! Não há nada em que acreditar neste mundo podre!
– Por favor, Cristal de Prata! Faça-me acreditar ainda mais no mundo em que todos acreditam!”

O diálogo é do último episódio de Sailor Moon Classic, entre a Rainha Beryl e a Princesa da Lua. As guerreiras morreram para salvá-la, e ela invoca a memória de suas amigas para que a ajudem e deem forças. Chorei que nem um bebê ao assistir novamente, depois de muitos anos. Por quê? Me identifico com a luta da Sailor Moon, pois também acredito em todos esses valores e sentimentos que hoje em dia parecem ser raridade. Amor, amizade, lealdade, bondade. As pessoas não os têm mais, nem os consideram, até riem daqueles românticos, como eu, que acreditam. Mas é engraçado como existem livros e filmes aos montes pregando esses sentimento, e quase ninguém parece notar. Será que elas se deixam tocar pela mensagem que está sendo passada ali?

O maior ponto fraco de alguns heróis de sagas (senão da maioria deles) é a lealdade aos amigos, amores e à família. Os inimigos, tendo conhecimento disso, sempre tentam atingir os heróis sequestrando ou atacando as pessoas que os heróis estimam, porque sabem que o amor é tamanho, que o herói VAI tentar resgatá-las. Harry Potter, Percy Jackson e Luke Skywalker são alguns nomes que posso citar. E o que dizer da lealdade do hobbit Samwise Gamgee, que foi até os confins de Mordor com seu amigo Frodo para ajudá-lo a destruir o Um Anel? Não fosse por Sam, talvez Frodo não tivesse concluído sua tarefa.

Me debulho de chorar diante de demonstrações de verdadeira amizade e de lealdade. Mas não só isso, carrego-as como lição de vida. Se eu precisasse ir com uma amiga até Mordor para ajudá-la a destruir um objeto, eu iria. Se eu precisasse lutar contra o mal para ajudar um amigo, eu o faria. Mas a maioria não. Por achar que não vale a pena. Por acreditar que o amigo não retribuiria, que o sacrifício não seria considerado, que o amor um dia iria trair. Sim, nem em amor verdadeiro as pessoas acreditam mais, acham que ele pode ser comprado.

Esses dias me deparei com uma postagem, em uma página do facebook onde as pessoas enviam perguntas anonimamente, em que a pessoa perguntava o que os outros preferiam: um amor verdadeiro ou dinheiro. Fiquei bastante chocada com o fato de 99% das respostas serem “dinheiro”. Depois, parando para refletir melhor, fiquei bastante triste, e não apenas chocada. Em pleno século XXI, você deve estar estranhando meu espanto. Mas afinal, o que eu esperava encontrar nas respostas? Ainda acredito na bondade das pessoas. Acredito no amor, por mais que zombem, por mais que a maioria diga que isso não existe e é coisa de contos de fadas. O mundo é sim um lugar bom. Nossos sonhos podem virar realidade. O amor existe e ser amado de verdade é possível. Príncipes e princesas estão por aí, andando no meio de nós. Basta acreditar, mesmo que falem o contrário.

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