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Desencanto

6 jul

Eu ainda me lembro o jeito com que você me pedia, assim como não quisesse nada, para que eu dormisse na sua casa porque ao meu lado você dormia feito um bebê. Com alguma fórmula mágica, eu conseguia jogar sua insônia para bem longe. Me dei conta de que havia algo errado com a gente quando você voltou a passar noites em claro, mesmo comigo ali, deitada.

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Foto: Paula Paricio

Eu ainda me lembro de como, ao acordarmos com o sol batendo na sua janela, você falava no meu ouvido “desgraçada” quando estávamos de conchinha e eu empinava minha bunda na sua região pélvica. Sexo matinal era uma delícia – e também o melhor despertador -, e não nos importávamos de chegar atrasados em nossos trabalhos. O problema estava em quando deixamos de fazer isso.

Eu ainda me lembro de quando a gente cozinhava juntos. Ninguém ligava para as panelas sujas, a cebola queimada ou a fumaça de alguma fritura invadindo o apartamento. A gente sempre se divertia e ria juntos. Mas as horas preparando o jantar foram substituídas por lanches rápidos e improvisados.

Aos poucos o carinho foi morrendo, fazer amor tornou-se só sexo, e o próprio sexo entrou no modo automático. Antes a gente queria e dava um jeito, depois passamos a dar desculpas. O que antes era uma parceria em ir juntos a todos os lugares virou ausência e falta de convite um ao outro. As conversas diárias e alegres se transformaram em falta de diálogo, e a seguir em silêncio. Então veio a primeira briga, e com ela o desrespeito. Acabou.

“De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente”

(Soneto de Separação – Vinicius de Moraes)

 

 

Quando você se importa

15 set

O gatinho viajou. A viagem já estava planejada havia dias, e eu sabia disso. Não foi a primeira vez que aconteceu, e não fiquei trancada em casa chorando as mágoas por isso nenhuma das vezes em que ele estava longe. Vou aproveitar e sair com os amigos, certo? Tenho muitas amigas que namoram e não saem de casa nem por decreto se o namorado viaja, porque eles não gostariam que elas saíssem. Sempre fui uma pessoa bastante festeira (e essas mesmas amigas costumam me repreender por isso), bastante solta, e não consigo partilhar desse pensamento delas. Ou, pelo menos, não conseguia até agora.

pensativa

Nunca me importei de sair cada um para um lado quando estava envolvida com caras que eu sabia que eram umas tranqueiras. Sabia que se eles não me chamavam para sair no final de semana era porque estavam planejando gandaiar com os amigos. Iam se divertir, encher a cara e pegar várias. Por que eu deveria ficar em casa? Peso na minha consciência em fazer o mesmo: ZERO.

Principalmente porque era o tipinho de chamar pra sair em dias aleatórios da semana em que ninguém sai: segunda, terça… mas nunca na sexta ou no sábado, dias de caçar, e não de ficar em casalzinho. Aliás, cada um ia pra um lugar e nem dizia aonde iria ou aonde tinha ido. Se acontecesse de irem ao mesmo local, legal, senão, foda-se.

Mas daí apareceu alguém diferente, que me fez até pensar sobre essa coisa de ser soltinha demais. No dia em que ele ia viajar tinha uma festa open bar, para a qual uma amiga havia me chamado. No começo fiquei na dúvida se ia ou não, afinal era um open bar. Meio pesado, e talvez até inapropriado para ir sozinha, mesmo querendo estar acompanhada, o que eu sabia que não ia ser possível. Comentei o fato com ele, ao que me respondeu: “vai, ué”. Exatamente como quem diz “aproveita que eu não vou estar aqui e se divirta com seus amigos”.

A gente sempre sabe onde o outro está, ou aonde foi. Não fiz nenhuma besteira (e nem ia fazer mesmo, longe de mim deixar tudo ir por água abaixo), então não tem motivo pra omitir a informação. Quero mais é que ele saiba para evitar surpresas desagradáveis. Se eu encontrasse algum amigo/a dele, e dissessem a ele depois que havia me visto, ele só responderia “eu sei que ela foi”. Respeito é essencial. E também acredito que dar satisfação seja importante para adquirir confiança.

Se ele estivesse na cidade eu convidaria para ir comigo, porque quero que ele me acompanhe, e acredito que ele fosse topar, como tem acontecido. E ele provavelmente chamaria alguns amigos também. O outro lado da moeda também é válido: quando eu não puder sair junto com ele e os amigos, quero mais é que ele vá.

Eu fui a essa tal festa open bar, como fui a outras festas também, só acho que essa ida teve um peso e um significado maiores. Eu me diverti, bebi, cantei, gritei, dancei. Mas parecia que faltava algo. Talvez seja por essa falta que as pessoas não saem quando estão desacompanhadas, conheço pouquíssimas que o fazem. Deve ser mais fácil dizer que o namorado/a não deixa, não gosta que saia sozinho/a, do que explicar que não tem vontade de sair sem ele/a junto. Só que aí os amigos ficam com raiva do namorado/a hahaha. Não sei se dá para a outra pessoa perceber, nesses pequenos detalhes, mas eu realmente me importo. 🙂

Dia Dos Namorados

12 jun

O que significa o Dia dos Namorados para as mulheres? Depende. Nesse post vou mostrar as diferentes visões femininas relacionadas a esse dia.

Para as solteiras temos duas situações opostas. Algumas mulheres se lamentam por estarem sozinhas, e encaram o fato de não terem namorado como se fosse a pior coisa do mundo. Elas têm que ouvir suas amigas que namoram falarem sobre a data, e os presentes que compraram,  e aonde os respectivos amores vão levá-las… e imaginam (se martirizando) que queriam poder fazer o mesmo.

A vontade delas nesse dia é alugar filme romântico e comer brigadeiro debaixo das cobertas. Algumas até gastam mais consigo mesmas nessa semana pra se sentirem melhor, dizendo “me dei um presente de dia dos namorados”, justamente porque ninguém vai dar presente pra elas.

As outras solteiras nem ligam, acham que o Dia dos Namorados é um dia qualquer, uma data comercial inventada no meio do mês de junho no Brasil porque não há nessa época nenhuma data comemorativa pras lojas faturarem. Se tiverem que ficar em casa, nesse dia, ficarão; se quiserem sair, vão sair. Não se sentem encalhadas só porque não vão trocar presente com ninguém, só porque não vão fazer nenhum programa especial com alguém.

Há também as que têm namorado, que esperam ansiosas por essa data pra trocarem presente e ganhar mais carinho dele.  Elas ficam com os olhinhos brilhando só de pensar o que seu amor está preparando pra comemorar o dia junto com elas,  ficam se perguntando o que dar de presente pra ele e planejam cada detalhe para um dia (ou noite) inesquecível.

Essas são as que mais se decepcionam se o cara não compra nenhum presente pra entregar ou não prepara nada pra passarem a data juntos. Elas ficam realmente bravas, porque se dedicaram tanto “e ele nem retribuiu!” Criam expectativa em torno dessa data e se não têm retorno, seu humor oscila entre irritação e tristeza . Se houver retorno, tudo lindo, elas ficam mais apaixonadas. O mesmo acontece com outras datas que elas consideram importantes, mas isso é assunto pra outro post! 😉

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PROFESSORA MARIA LÚCIA MARANGON

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