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Se fosse nos filmes…

4 out

ATENÇÃO! Esse post é baseado em fatos reais.

Cena 1

Chovia num final de tarde e ela estava chegando no condomínio onde morava. Segurava firme sua sombrinha, para que a mesma não voasse com o vento forte que soprava, e os tênis molhados. Tudo o que queria era uma xícara bem quentinha de chá e se aninhar embaixo das cobertas.

Ela está em frente ao portão de entrada quando para um carro e salta um garoto de dentro. Ele entra no condomínio junto com ela. Estava sem guarda-chuva. Ele não precisaria de um porque já estava abrigado na recepção. Mas o caminho até os blocos não têm cobertura, e o banho de chuva seria inevitável.

A garota percebe e oferece carona sob seu pequeno guarda-chuva. Ele diz que mora no penúltimo bloco. Por sorte, ela morava no último. Percorreram o trajeto conversando, se conhecendo: estudavam na mesma universidade! Quando chegam ao destino do menino, ele agradece e se despede. Ela continua o trajeto até seu prédio.

Final de filmes: eles se apaixonam.

Final da realidade: eles nunca mais se viram (mesmo morando no mesmo lugar e estudando na mesma faculdade)

Imagem

Cena 2

Era meio da tarde e nossa personagem tinha pressa. Ficara após o almoço estudando na biblioteca, e agora precisava ir para a aula. Fazia tempo que não via a biblioteca daquele jeito, cheia. Nem parecia que as aulas tinham começado havia um mês. Ou talvez fosse porque nunca frenquentava o local naquela altura do semestre letivo.

Ela sai meio correndo porque já estava atrasada. Pega rapidamente sua mochila no armário, na entrada da biblioteca. Seu celular apita dentro da bolsa. Ela deixa a mochila pendurada em um só ombro e tenta procurar o celular, toda desajeitada. Continua andando em direção à saída, e quase esbarra de frente com um rapaz. Ele estava entrando na biblioteca e carregava vários livros e um notebook. Seu mouse USB cai no chão com o movimento brusco que fez ao desviar da garota. Ele tenta se abaixar, mas percebe que não vai conseguir.

– Deixa que eu pego!  – ela intervém, se sentindo culpada pela confusão.

Se abaixa, quase derrubando a própria mochila, pega o mouse e entrega na mão do garoto, que agradece.

Final de filmes: eles se apaixonam instantaneamente.

Final da realidade: ela nem se lembra mais de como era a cara dele. Não fez diferença para ele também.

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A Rose de todas nós

18 abr

Toda mulher um dia já chorou ou vai chorar com um filme em algum momento da vida. Eu penso que as que fazem pose de duronas dizendo que “nããão, eu nunca choro assistindo filmes”, é porque têm vergonha de admitir. Acho que chorar na frente da TV ou de uma tela de cinema mostra que ainda temos sentimentos e somos frágeis emocionalmente, mesmo nesse mundo de girl power, queima de sutiãs e (quase) autossuficiência feminina.

O causador de lágrimas do ano é Titanic. Seja em 2D, 3D, o que for, esse é um que sempre faz a gente morrer de soluçar. Eu vi quando era criança, e mesmo agora continuo chorando como 14 anos atrás. Em homenagem aos cem anos do naufrágio, resolveram colocar o filme em 3D no cinema. Fui ver com duas amigas, que, surpresa!, também choraram horrores.

ImagemPode parecer cafona, mas a cena de Jack e Rose na proa do navio é disparada a mais romântica de Hollywood. E aquela trilha sonora também é para acabar de amolecer qualquer coração. Choramos no Titanic porque a gente se identifica com a personagem que se apaixona e está disposta a abrir mão de muita coisa por causa de alguém, se a gente achar que vale a pena. Confiaríamos nessa pessoa de olhos fechados e nos entregaríamos, de corpo e alma, esperando que fizessem o mesmo por nós. E também porque gostaríamos de viver uma paixão arrasadora daquelas.

Existem duas frases emblemáticas nesse filme. Uma é da jovem Rose em cima da tábua no mar, quando solta a mão de Jack: “I’ll never let you go”. A outra é da Rose já velhinha, que diz que o coração de uma mulher é um oceano profundo de segredos.  E como isso é verdade! Quer dizer que ela nunca vai deixá-lo ir embora de sua memória, porque mulher não se esquece de suas paixões e de seus amores, e nem dos momentos passados com eles.

Guardamos no coração e nas lembranças cada sentimento novo, as sensações. Mesmo que a gente conte pra alguém uma situação que a gente viveu, a outra pessoa nunca vai entender exatamente o que a gente passou. Somos capazes de lembrar um amor 84 anos depois de ele ter passado por nossas vidas e resgatar toda emoção que ele proporcionou. O fato é que existe um pouquinho da Rose em cada uma de nós.

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