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Documentário: Clitóris, o prazer proibido

4 set

História, Medicina, Psicologia, Feminismo, Machismo, Direitos Humanos, Estatísticas. Esse documentário caiu na minha timeline do facebook e fui assistir devido à repercussão entre meus amigos, e pasmem, entre meus professores de universidade. Quando vi o título pensei que era algo bastante sensual. Mas não.

Ele dá uma verdadeira aula sobre a anatomia feminina e trata de um tema que até hoje é tabu: a sexualidade da mulher, seus desejos, e, por consequência, seus orgasmos. Estamos no século XXI e mesmo assim a mulher ainda é reprimida em sua sexualidade e renegada, até mesmo pela Medicina, que por vezes reluta em entender o que se passa no nosso organismo.

O documentário traz estudos (e você vai ver que existem pouquíssimos) que mostram a importância desse órgão tão pequeno. Parece exagero, né? Mas mulheres que passam por intervenções cirúrgicas na região genital não são mais capazes de sentir prazer algum durante uma relação sexual. E até os anos 20  as mulheres tinham seus órgãos sexuais mutilados quando médicos achavam que elas eram excessivamente nervosas ou histéricas, tal a repressão sexual que a mulher sofria. (Obs: e tem mulher que diz que não deve nada ao Feminismo, tsc, tsc.)

É uma verdadeira reflexão para que a mulher não mais renegue a si própria e passe a conhecer seu corpo e prestar atenção nele e em seus desejos. Um incentivo a se permitir ter prazer, como os homens o fazem: com liberdade e sem medo de ser julgado.

Se fosse nos filmes…

4 out

ATENÇÃO! Esse post é baseado em fatos reais.

Cena 1

Chovia num final de tarde e ela estava chegando no condomínio onde morava. Segurava firme sua sombrinha, para que a mesma não voasse com o vento forte que soprava, e os tênis molhados. Tudo o que queria era uma xícara bem quentinha de chá e se aninhar embaixo das cobertas.

Ela está em frente ao portão de entrada quando para um carro e salta um garoto de dentro. Ele entra no condomínio junto com ela. Estava sem guarda-chuva. Ele não precisaria de um porque já estava abrigado na recepção. Mas o caminho até os blocos não têm cobertura, e o banho de chuva seria inevitável.

A garota percebe e oferece carona sob seu pequeno guarda-chuva. Ele diz que mora no penúltimo bloco. Por sorte, ela morava no último. Percorreram o trajeto conversando, se conhecendo: estudavam na mesma universidade! Quando chegam ao destino do menino, ele agradece e se despede. Ela continua o trajeto até seu prédio.

Final de filmes: eles se apaixonam.

Final da realidade: eles nunca mais se viram (mesmo morando no mesmo lugar e estudando na mesma faculdade)

Imagem

Cena 2

Era meio da tarde e nossa personagem tinha pressa. Ficara após o almoço estudando na biblioteca, e agora precisava ir para a aula. Fazia tempo que não via a biblioteca daquele jeito, cheia. Nem parecia que as aulas tinham começado havia um mês. Ou talvez fosse porque nunca frenquentava o local naquela altura do semestre letivo.

Ela sai meio correndo porque já estava atrasada. Pega rapidamente sua mochila no armário, na entrada da biblioteca. Seu celular apita dentro da bolsa. Ela deixa a mochila pendurada em um só ombro e tenta procurar o celular, toda desajeitada. Continua andando em direção à saída, e quase esbarra de frente com um rapaz. Ele estava entrando na biblioteca e carregava vários livros e um notebook. Seu mouse USB cai no chão com o movimento brusco que fez ao desviar da garota. Ele tenta se abaixar, mas percebe que não vai conseguir.

– Deixa que eu pego!  – ela intervém, se sentindo culpada pela confusão.

Se abaixa, quase derrubando a própria mochila, pega o mouse e entrega na mão do garoto, que agradece.

Final de filmes: eles se apaixonam instantaneamente.

Final da realidade: ela nem se lembra mais de como era a cara dele. Não fez diferença para ele também.

Nota 7

12 jul

Tem aqueles dias que a gente não tá a fim de nada. A gente perde a hora num domingo preguiçoso, acorda às 11 horas da manhã e não tá nem um pouco a fim de se arrumar pra ir até o mercadinho da esquina comprar o almoço. Porque, convenhamos, nenhuma mulher espera encontrar nada de interessante além de comida, refrigerante e chocolate no mercadinho da esquina.  Ledo engano.

Porque aí a gente resolve sair vestindo um moletom velhinho mesmo, aquela roupa de ficar em casa, a primeira que viu no guarda-roupa. Nem passa chapinha no cabelo, só dá uma ajeitada, já que daqui-ali são cinco minutos. E é daqueles dias que você não quer nem ver homem pela frente. Lei de Murphy impera aqui: tem coisa no mercadinho da esquina e você será avaliada de alto a baixo. É, justo hoje que você té com um moletom que manchou na máquina de lavar e que marca aquela calcinha de vovó que você usou pra dormir na noite passada.

De repente, quando você tá lá com sua cestinha escolhendo qual chocolate vai levar pra comer na sobremesa, aparecem dois marmanjos. Você dá um migué, finge que nem viu (querendo que a pessoa passando despercebida fosse você) e passa reto por eles. Mas você percebe que eles olharam pra sua bunda. Tá, deve ser impressão minha, eles não olharam, não.

Ah, eles olharam sim! Porque quando você parte pra outra prateleira, vocês os vê olhando des-ca-ra-da-men-te pra sua bunda. E depois, ouve um pequeno comentário: pra essa aí eu daria nota 7. Epa! Só por causa do moletom velho e o cabelo não-muito-arrumado. Você quer que eu vá ao mercado como quem vai pra balada?? Se estivesse assim você me daria nota máxima. Aliás, de acordo com a escala medíocre que os homens fazem da gente, nem existe graduação pra quando estamos produzidas.

É que na verdade esses moços ainda acham que a gente anda arrumada e linda o tempo todo. A Angelina Jolie, a Cléo Pires, a Beyonce, a Débora Secco… vocês as veem lindas porque na frente das câmeras elas aparecem desse jeito. Às vezes nem tão bonitas, mas mesmo assim vocês as enxergam perfeitas. E aí querem que a gente seja assim artificial o tempo todo. Até parece que nunca viram mulher de verdade, nunca conviveram com uma mulher da realidade

Até a Britney, que já foi tão gata, é pega de surpresa com um moletom velho e manchado. E com o cabelo desajeitado.

O Mistério do Banheiro

28 maio

Por que homem tem tanta curiosidade em saber o que nós, mulheres, fazemos quando vamos em grupo ao banheiro, seja em balada, restaurante ou festa? Hoje resolvi desmistificar esse ato que, pra nós mulheres é algo normal, mas pros homens é intrigante, interessante e curioso.

Nem quero pensar pra onde a imaginação fértil masculina flui cada vez que presenciam a cena de três, quatro ou cinco amigas se retirando de um recinto pra ir ao banheiro. E o pior é que sempre fazemos isso, é quase involuntário. Será que eles nunca repararam que  a gente sempre volta com maquiagem retocada? Ah, verdade, esqueci que homem não repara nessas coisas…

Num banheiro? Com as amigas? A gente retoca a maquiagem, ajeita a roupa, o cabelo e os sapatos (é, amigos, os pés doem em cima de um salto alto, mas não vamos dar o braço a torcer na frente de vocês, né?), se empresta acessórios como batom, rímel, pó compacto, escova de cabelos, e em casos extremos, absorvente. Sempre tem alguém precisando de uma dessas coisas e da ajuda de outra mulher pra se realinhar e voltar pra festa impecável.

Também fazemos fofoca e falamos mal de alguém, e essa é a melhor parte! Fazemos ali algum comentário ultra-mega-master-blaster maldoso que não podíamos fazer na frente de todos. Por vezes falamos de vocês, bem ou mal, depende do caso. E aí podem aparecer frases do tipo “Fulano está dando em cima de você, agarra ele!”. Também falamos de outras mulheres, das roupas delas, cabelo, atitudes, e observamos muito bem se as de fora estão tentando atrair algum macho do nosso grupo, do nosso território.

Vocês insistem em imaginar coisas, ter uma curiosidade quase cômica e se perguntar “o que tanto elas fazem quando vão ao banheiro em grupo?”. Mas é isso. Simples assim. Nada secreto, misterioso ou glamuroso. Nada que vocês não poderiam saber, nada impublicável, aliás, pra nós é algo tão banal. E aí vocês vão questionar: “mas será que é só isso mesmo?” Acreditem, é só isso. Mas se não for, vocês não vão saber… 😉

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PROFESSORA MARIA LÚCIA MARANGON

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