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O match – parte 2

28 ago
mexendo smartphone

Leia a primeira parte clicando na foto

Meia hora depois, Rodrigo, debaixo de chuva, desce do carro com uma garrafa na mão. Não tinha sequer um guarda-chuva consigo. Ainda bem que tinha conseguido estacionar bem em frente à portaria do prédio da garota, logo do outro lado da rua.

Saiu correndo embaixo da chuva e ainda pisou na correnteza que estava se formando na guia. Ensopou os pés e a barra da calça. “Merda!” Se abrigou embaixo do toldo na portaria, pegou o celular no bolso, para ver qual era o apartamento. Um pouco apressado e ansioso, digitou.

– Pronto – uma voz feminina atendeu.

– Oi Gisele, aqui é… – Rodrigo diz empolgado

– Gisele? Aqui não tem nenhuma Gisele – interrompeu a voz.

– Desculpe, interfonei errado. – disse um tanto decepcionado, pois achara linda aquela voz que havia atendido.

Digitou de novo, dessa vez com mais cuidado: B 202.

– Pronto? – a mesma voz.

– Ah… eu interfonei há pouco… Aí é o B 202?

– Sim… – respondeu, intrigada.

– Desculpe, eu estou procurando a Gisele. Foi engano. – desligou.

Não era possível. A moça estava brincando com ele, fingindo que não era a Gisele… interfonou de novo.

– Moço, eu já te disse que aqui não tem nenhuma Gisele. – disse a voz um pouco irritada, sem nem esperar que Rodrigo falasse qualquer coisa.

– Escuta aqui, cara – uma voz masculina raivosa – pare de interfonar aqui essa hora da noite! Aqui não tem Gisele porra nenhuma.

– Já sei… Peço desculpas. Devem ter me mandado o endereço errado.

– Vá se foder! – Desligam com violência.

Rodrigo, desanimado, volta pro carro. Nem se importa com a chuva. A vontade era de jogar a garrafa  no chão e amaldiçoar a tal de Gisele. A garota, com a brincadeirinha, havia arruinado sua noite.

* * Continua * *

 

 

 

 

 

CD quebrado

8 nov

Eu queria uma metáfora que pudesse minimamente explicar o que eu senti naquela noite. Aquela dor horrível no peito enquanto por dentro eu sangrava. Não era a sensação de um vidro quebrado, apesar dessa imagem ser bastante forte e mais poética. Mas não. Era algo como um CD partido ao meio. Sem estilhaços, apenas uma fenda, um racho tão profundo que cortava um ser frágil de alto a baixo. Sabe quando você faz força para quebrar um CD com as mãos? PÁ! Era isso. Assim, rápido, porém não menos indolor nem menos irreparável do que uma placa vítrea que se esfacelasse dentro de mim.

cd quebrado

Cada dor que a gente sente é diferente uma da outra, acho que nada no mundo vai ser parecido com aquilo. Foi um baque seco. PÁ! Apenas quebrou, não teve eco, não teve cacos ressoando pelo assoalho do coração. Depois veio o silêncio lá dentro, entrecortado apenas pelos meus soluços e pela tentativa desesperada de respirar. O cérebro parecia nem funcionar. E quando acordou só tentava entender por que você tinha feito o que fez.

Eu vejo agora o seu cinismo. Eu não percebi nada, nenhum comportamento diferente do usual. Como se admiraram meus amigos que estavam junto conosco naquela noite, a gente táva de casalzinho, juntinhos, alguns minutos antes. Você ainda me trouxe para casa e parou o carro no mesmo lugar de sempre. Eu me preparava para sair do carro e subir com você, como sempre fazíamos. Mas só entrei no meu apartamento com aquela dor excruciante, tudo que eu tinha. “Eu preciso falar com você”. Já te olhei assustada, e você disse que minha opinião sobre você iria do céu ao inferno em questão de segundos. Mas não foi raiva o que eu senti quando você me disse que sua ex-namorada viria para a cidade, queria vê-lo e você aceitara – porque afinal todo o sentimento que você achava que havia morrido de repente ressurgira. Eu me senti inferior, trocada, frágil, mas não senti raiva.

Você não foi sincero comigo nessa história. Talvez tenha ficado comigo para esquecer a outra, quem sabe. Ainda desconfio da veracidade do que você dizia sentir por mim e se você não estava mesmo pensando em outra pessoa quando estava do meu lado. Se ao menos tivesse me dado sinais de que um desastre poderia acontecer, ou demonstrado ser um cafajeste como tantos por aí, eu desconfiaria, saberia que tinha algo errado, ficaria alerta. Apenas no fim você foi sincero (e sinceridade quando não é dita da maneira certa machuca, entenda), e eu abri mão porque não via outra alternativa. Não queria rastejar por quem já havia deixado claro que não me queria. Mesmo de cabeça baixa, eu tinha de seguir em frente. Saí do carro e não olhei para trás.

Passados alguns dias, nos quais eu tratei de me afastar de você e cortar qualquer tipo de contato, fiquei imaginando se você viesse atrás de mim novamente. Ah, a esperança… por que raios a gente pensa nessas coisas? Eu não sei se conseguiria confiar em você novamente, pois dali um mês se desse a louca nela de vir te ver outra vez, você iria me largar de novo para ficar com ela. Eu não poderia ficar à mercê dessa garota. Nem conviver com a dúvida de que talvez você estivesse me enganando.  Eu acharia bem mais fácil que não viesse, como de fato aconteceu.

Ainda hoje não consigo entender os seus motivos para abandonar algo que, segundo você mesmo, estava sendo tão legal, tão gostoso. Não sei se foi só uma desculpa porque não sabia como acabar tudo. Talvez um dia eu venha a entender se passar por situação semelhante (francamente espero que algo assim nunca aconteça). E mesmo depois de tanto tempo eu não consigo sentir raiva. Eu tenho é medo. Medo de te encontrar nos lugares que frequento, nos lugares onde passo e sei que você pode estar, medo de que outra pessoa me machuque da forma como você fez. Que eu não possa mais voltar a tocar uma canção, ou não consiga ouvir outra música tão cedo.

43 motivos – Casal Sem Vergonha

16 ago
43-motivos

Clique na foto e leia o post no Casal Sem Vergonha

Preciso comentar sobre um texto do blog Casal Sem Vergonha. O texto enumerava os 43 motivos pelos quais ser solteiro é melhor que namorar. Fiquei feliz com o texto deles porque foi um dos poucos que li que não coloca “sair e poder pegar geral” como principal item da solteirice – no meio da lista tem esse item, mas não é o principal e nem o mais citado pelos leitores. E ainda mostra outros motivos pelos quais ser solteiro é legal. Enquanto outros blogs só colocam que namorar é legal, os solteiros são uns merdas por pensar diferente. E é a oportunidade perfeita para exteriorizar uma coisa que vem me irritando há um certo tempo.

Eu, que estou solteira (e há bastante tempo, diga-se de passagem), vivo me revoltando porque 99% das pessoas que conheço me cobram pelo fato de não ter um namorado. Uns dizem que vou ficar pra tia (oi, tia eu já sou, tenho um sobrinho de sete anos! haha), ou me chamam de piriguete. O que também não sou: se me comparar à Suellen de “Avenida Brasil” sou uma freira; e também sair com os amigos pra se divertir não significa que eu tô pegando todos – aliás faz tempo que desisti de ficar com pessoas em baladas e festas, mas isso é assunto pra outro post. Amigos tentam me apresentar caras que “estão à procura de uma namorada e valem a pena”, o que eu acho forçado, como já comentei aqui antes.

Parentes chatos sempre me perguntam onde está meu namorado, e esses dias fui marcada com um amigo gay numa foto no facebook e uma tia minha comentou na foto dele perguntando em público se ele era sobrinho dela. Não entendo porque as pessoas acham que pra sermos felizes temos que estar amarradas em alguém, parece até que dizem que sou incompetente. E infeliz: tadinha, mas não se preocupa, um dia você vai encontrar alguém. Não tô preocupada, posso ser feliz sozinha – confesso que já me preocupei sim com isso, principalmente por causa dessa cobrança: me sentia um ET cada vez que tinha de explicar que não estava namorando. Existem prós e contras na solteirice, como existem coisas boas e ruins quando a pessoa tá namorando, assim como em qualquer outro aspecto da vida, nada é perfeito, acho que a pessoa só precisa saber aproveitar o melhor de cada fase da vida.

Não sou do tipo que quer ficar solteira para sempre,  apenas estou numa fase que não preciso de alguém me enchendo o saco, porque vendo as experiências atuais alheias é só isso que eu vejo: reclamações de todo lado e relacionamentos infelizes. Namorados e namoradas ciumentas. Outro dia uma amiga me contou que o namorado dela tem ciúmes de um amigo nosso, que é gay. Ele alega que o cara não é gay de verdade, ele apenas se faz para se aproximar das garotas. Achei o fim. A frase mais ridícula do universo é “não vou fazer tal coisa porque meu namorado não deixa”.

Casais que vivem brigando mas continuam juntos em relações desgastadas, pessoas que perdem sua individualidade porque fazem tudo juntos, não se desgrudam para nada (dividem até perfil no facebook – fonte de muitas brigas entre casais que conheço), e que abandonam seus amigos – aqueles mesmos que vão te apoiar quando você tomar um pé na bunda e que vão se sentir usados porque você só os procura quando ~não tem ninguém~. E para ter um relacionamento desses, eu prefiro ficar na companhia de mim mesma, porque assim não tem ninguém pegando no meu pé e encrencando por motivos bobos, e eu ainda me poupo do stress. Quero uma pessoa parceira, que me acompanhe e que eu possa acompanhar, não alguém que me prenda e me impeça de fazer coisas que gosto, como também não vou impedi-lo. E não me venham com “relacionamento assim não existe”: são raros, mas existem, eu conheço um casal assim. Quero um namoro decente, não uma prisão.

Os itens de que mais gostei nessa lista foram:

37. É a oportunidade perfeita pra você trabalhar o único relacionamento da sua vida que será pra sempre: o relacionamento com você mesmo.”

Comentário: você vai se conhecer mais, e a partir disso vai se respeitar mais. Conheço pessoas que não conseguem ficar sozinhas, parece que não querem se conhecer melhor. O que acontece? Precisam desviar o foco de suas vidas para outra pessoa e colocá-las no centro porque não suportam a própria existência? Tem gente que diz mesmo que está infeliz porque não tem ninguém. Isso não pode ser só carência. 

43. Maior convivência com amigos de verdade, que quase sempre se mostram mais importantes do que namoradas.”

Comentário: eles fazem minha vida tão boa que até esqueço que ~não tenho ninguém~, essa pessoa que para muitas “falta”, para mim não faz falta alguma. E como já disse ali em cima, acho que eles não devem ser abandonados quando você começa a namorar, deixando de vê-los por meses, porque, né, amigos são pra sempre. 🙂 

O machão da balada

12 jan

Local: uma balada gay. Não totalmente gay, mas predominantemente. A música é boa, a companhia dos amigos é boa. Tudo lindo.

O que você espera de um lugar desses?  Gays, lésbicas e heteros que não sejam homofóbicos, certo?

Daí passa um cara lindérrimo. Ele me olha, dança comigo, me puxa. Nos apresentamos, ele não era da cidade, só passando férias com os amigos, e por aí vai a conversa. Tudo absolutamente normal. Daí ele solta a pérola:

—Que festa estranha, não?

—Estranha por quê?

—Ah, os caras dançando que nem loucas e se pegando…

—Nossa, que preconceito é esse?!?

Acho que ele não gostou muito de eu ter jogado isso na cara dele. Olhou o celular e disse que ia ao banheiro. Ufa! Menos um babaca na minha lista.

Algumas considerações sobre a cena

1. Tudo bem que ~caras de balada~ são idiotas mesmo, mas não precisava ser otário a ponto de ser homofóbico e ainda expressar isso em voz alta, né?

2. Não sei se eu ficaria com ele depois daquilo, mesmo ele sendo gato pra caramba. Eu já achava ele idiota mesmo, só por ser um ~cara de balada~, depois piorou. Ele podia ter ficado quieto. E mais: o que adianta o cara ser lindo se ele REALMENTE É um idiota?

3. O que o cara táva fazendo numa balada gay se ele “não gosta de gays”? Não curte o ambiente, cai fora! Muito simples.

4. O mínimo que você faz quando viaja é procurar informações sobre a vida noturna do local. Todo mundo em Florianópolis sabe que @ Jivago é uma boite gay! Se você tem essas informações antes, evita encrencas.

5. Vai ver ele táva com medo que pegassem na bunda dele ou dessem uma encoxada nele e ele gostar da coisa.

Um dia escrevo um post mais específico sobre amigos gays  😉

Me engana que eu (não) gosto

4 dez

Eu não sei acontece por aí, se é uma epidemia, sinais da modernidade, ou o que, mas uma opinião entre as minhas amigas (solteiras, claro porque as que namoram nem sabem o que é isso) é unânime: dá raiva quando os homens simplesmente somem. E eles vivem fazendo com a gente. Não acontece só comigo, nem só com você que tá lendo isso. É comigo, com você, com a Pâmela, a Thaís, a Stefany, a Larissa, a Luiza, a Fernanda, a Daniela, a Barbara, a Maria, a Nayara, a Cris, a Aline, a Laura…

Tudo parece lindo no começo, eles são super atenciosos e parecem arrumar tempo pra gente em meio a suas mil tarefas. De repente, tudo desanda. Eles perdem o interesse e, ao invés de avisarem que não querem mais ficar com você, não respondem mais mensagens, não falam mais com você, não telefonam mais. E quando você chama para sair, ou cobra deles, qualquer coisa, a resposta sempre é “estou sem tempo”. O resto da frase varia, o trabalho, a faculdade…

Sinceramente, essa não cola mais. A gente sabe que quando chega no ponto que o cara diz isso é porque quer “terminar” (não sei se esse seria a palavra certa, porque não se trata de um namoro, mas de um caso, rolo, whatever) mas não sabe como fazer. Então simplesmente some. Deixa a gente criando expectativas, esperando mandar mensagem, ligar… como tinha acontecido normalmente até aquele momento (e quando ele tinha tempo em meio às mesmas mil tarefas).

Eu realmente queria que aparecesse alguém com um mínimo de consideração que dissesse: olha, não quero mais sair com você. Se for dessa forma, a gente não corre mais atrás. Facilita a vida de todo mundo:  cada um vai pra um lado e tudo certo. Mulher de verdade entende que tá tomando um fora e não vai fazer drama. Pelo contrário, ela vai parar de chamar pra sair porque se dá valor e não vai correr atrás de alguém que não quer estar com ela. Claro que tem gente que faz estardalhaço, com choros e gritos, mas não tô falando dessas. A maioria, até onde eu sei, não faz essa cena.

E outra: a gente não tem bola de cristal pra adivinhar se vocês estão a fim de sair com a gente ou não. Então, se convidamos, parecemos loucas desesperadas e apegadas. Até podemos ter nos apegado, mas como vamos saber se o cara ainda quer alguma coisa SE ELE NÃO DIZ?

Então, esse post é um manifesto, por mim, por todas as minhas amigas e qualquer mulher que se tenha raiva dessa atitude (ou falta de atitude) masculina. Termino com um pedido:

HOMENS, PAREM DE TENTAR ENGANAR A GENTE E ASSUMAM QUE NÃO QUEREM MAIS!

Obrigada!

O que nós solteiras pensamos sobre relacionamentos

14 nov

Eu achava que só eu pensava dessa forma, até ver o seguinte texto de uma amiga no facebook (que ela gentilmente me permitiu postar aqui).

O ruim de ficar tanto tempo solteira é que você vê muitas coisas que não devia. Ou que todas deviam ver, não sei. E acredita cada vez menos em relacionamentos, lealdade, confiança. Tem vontade de ser solteira pra sempre, só pra não ter que passar por tudo aquilo que você já conhece de trás pra frente, ainda que ter alguém faça falta todo dia. Porque ter alguém também faz decepção, de sobra. E eu não tô afim. Vejo todos os dias os caras comprometidos, perdendo completamente a linha por aí.

Colocando a namorada no bolso, sem o mínimo de respeito ou consideração, pegando amiga, prima, mãe e depois se declarando nas redes sociais. E me dá náuseas, definitivamente, não é isso que eu quero pra mim. Não tô generalizando. Tô lamentando o que eu mais vejo na minha vida. Lamentando a morte gradativa da minha esperança de amor e coisas bonitas. Esses dias minha amiga ficou, pela milésima vez, com um carinha que namora. Eles tem tipo um rolo, o cara é galinha profissional, mas ele no facebook é encantadoramente apaixonado, figura clássica. Mais tarde, eu tava ficando com um garoto qualquer e ele recebeu uma sms que dizia “Eu te amo demais, mesmo você não acreditando. Espero pelo dia que vamos ficar juntos pra valer.”, ele leu, fechou e me beijou, sem esboçar nenhuma reação. Me deu um alívio enorme de estar ali por estar. E eu não consigo parar de pensar na história por trás daquela mensagem. E em como aquela menina devia tá se sentindo naquele momento, no quanto ela devia ter relutado pra escrever aquilo e se rendeu, num gesto de esperança, mais uma tentativa de fazer dar certo, de felicidade a dois. No quanto ela podia ser ou já foi eu. E, principalmente, no meu medo, de um dia, voltar a ser a menina que envia a sms. (Por Babi Fonseca)

Continuo a reflexão:

E há ainda outras coisas que a gente que é solteira vê. Por exemplo, namoros que não dão certo, casais que brigam todo santo dia, e insistem em continuar numa relação que todo mundo sabe que já não dá mais certo. Fico me perguntando que sentimento é esse. Já não é mais amor, e não existe mais carinho entre essas pessoas. Tenho várias amigas que namoram, e elas vivem reclamando de seus respectivos namorados. Por que continuar, então? Acho que é conveniência, só para não ter o trabalho de ter que chorar pelo fim da relação, e porque essas pessoas não sabem mais viver sem uma pessoa controlando elas 24h.

Sobre essa questão de homem canalha que fica com você e com outras ao mesmo tempo, porventura apaixonadas pelo tal cara, é mais do que comum. Acho uma falta de respeito enorme o cara ter namorada e sair atrás de outras também. O que aconteceu foi uma banalização dos relacionamentos. Hoje tudo tá muito fácil, as meninas “chegam chegando”, e como tá fácil desse jeito eles não querem abrir mão de todas que podem pegar por causa de uma. Às vezes chego à conclusão de que não existe amor, com uma leve esperança de encontrar alguém um dia que me mostre que estou redondamente enganada.

Boneca inflável

9 jun

– Você levou esse negócio de Marcha das Vadias muito a sério.

– Não, eu já pensava como elas. A marcha não mudou nada.

Ela ficou chocada com essa frase, quando perguntou a ele se ela não podia ter opinião e vontade próprias. Ele acabava de chegar de viagem e, depois de duas semanas na seca, queria transar. Mas ela não estava a fim, e mesmo assim ele insistia.

Ele chegou mesmo a dizer para ela abrir as pernas e virar o rosto pro lado se não quisesse olhar, como a personagem Gabrielle, da 5ª temporada de Two and a Half Men (episódio “Kinda like necrophilia” – clique para assistir no Cucirca.com), ao que ela indagou qual era a graça de fazer sexo com uma mulher que não tinha vontade. “Você sabe, homens são assim, só querem umazinha ali e pronto.”

De repente, tudo fez sentido. Na última noite a transa acabou quando ela começava a entrar no clima. De repente ele acelerou, gozou, virou para o lado e dormiu. Ela ficou puta. Tentou de novo um pouco mais tarde e ele foi rápido do mesmo jeito.

Ao contrário do que o otário aí de cima pensa, muitos (eu disse MUITOS) fazem de tudo para ajudar a parceira a chegar lá. Eles se seguram para dar o máximo de prazer a ela. Quer dizer, já tá perdendo pontos aí. E também perde pela falta de respeito. A mulher não precisa se submeter a fazer o que o homem quer, na hora que ele quer. O problema é que tem muita mulher que não se dá o devido valor e acaba cedendo, mesmo sem tesão. Estou falando de namoradas e esposas que transam com seus homens porque acham que, se regularem, eles vão procurar outra mulher fora do namoro ou casamento.

Homens, aqui vai uma dica valiosa: se vocês querem apenas saciar a sua vontade, comprem uma boneca inflável. Com ela, vocês podem pular as preliminares, olhem que coisa! Nem precisam ter trabalho de estimular a moça. Isso se vocês acharem que é ter trabalho. Ou então, façam o serviço direito! Por que só vocês podem ter prazer?

Existe algo mais excitante do que proporcionar prazer a sua parceira e ver que você é o causador de seus orgasmos? Além do que, é bom pro seu próprio ego saber que você tem um bom desempenho na cama. Agora, se você deixar a desejar, vai perder para o concorrente que espera a garota. Sexo só é bom quando é bom para os dois.

A título de informação:

A Marcha das Vadias é uma manifestação feminista que pede respeito e prega a liberdade de comportamento: seja parra transar com quem quiser, abortar, ou mesmo usar as roupas que bem entenderem. O movimento começou em 2011 quando um policial canadense, numa palestra, afirmou que as mulheres sofriam abuso sexual porque se vestiam como vadias. Um de seus gritos nas manifestações brasileiras dizia “O corpo é da mulher, ela dá pra quem quiser” (e eu completaria: na hora que ela quiser).

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PROFESSORA MARIA LÚCIA MARANGON

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